Canal Youtube

07 outubro 2013

Artesão é aquele que faz artesanato, quem compra pronto é camelô

Quando vamos às ruas, festas e feiras expor nossos trabalhos artesanais é comum nos depararmos com uma figura que não merece o menor respeito de nossa parte, os fuleiros.

Pseudo-artesãos que com a desculpa de adquirir material vão para a Rua 25 de Março e compra toda a espécie de trabalhos prontos e vem expor ao lado dos artesãos de verdade. Com a banca cheia, exibe técnicas que desconhece e vende peças sem histórias ou essência.


Esse tipo de pessoa vive em total ignorância e é um dos grandes responsáveis por hoje encontrarmos praças trancadas para o artesãos itinerantes, afinal de contas, ficou fácil virar hippie, é só comprar um kit pronto.
Acontece que esses “kits”, nos posicionou como camelôs afinal de contas, não demorou para que os camelôs oficiais descobrissem o industrianato da 25 e exibir em suas bancas, junto a rádios, CDs e outros tipos de eletrônico de procedência duvidosa.

Se você faz parte desse tipo de gente, Se você coloca em sua banca, uma pulseira que seja da 25 de março, saiba que você está maculando a essência do artesanato. Você não tem dignidade de se manter com seu próprio trabalho e deveria criar vergonha na cara e colocar logo uma série de eletro eletrônicos à venda, você é camelô e não artesão.

Pior ainda é quando você participa de feira de artesanato e constata que esse tipo de gente está lá, como um câncer, pronto para acabar qualquer possibilidade de sermos reconhecidos como patrimônio cultural do país. Uma pessoa sem dignidade, cometendo falsidade ideológica na cara de pau e sem nenhuma vergonha na cara.

Ao tomar uma postura como essa (comprar trabalhos prontos), o pseudo-artesão e camelô 100%, na verdade está alimentando o trabalho escravo. Me lembro até hoje quando vi uma foto de uma rua do Peru, repleta de garotos com olhares tristes pintando porcelanas que decoravam pulseiras que eram vendidas à R$ 10 a dúzia, na 25 de março.

Seu industrianato te ilude com a promessa de ganho fácil, em um universo onde a lucratividade com a arte, traz mais retorno pessoal que financeiro.

Não seja um parasita, respeite o artesão e o que ele representa. Contribua para uma sociedade melhor e mais justa, s seu negócio é vender coisa que já vem pronta e mastigada, Faça uma, vire camelô! Não se torne um câncer das feiras de artesanato, respeite o trabalho alheio.





1 comentários:

Postar um comentário

Postagem em destaque

Aprenda a fazer o Ponto Peruano em arame

A Peruana é um ponto extremamente simples e capaz de resultados surpreendentes. Para atingir a perfeição é fundamental atenção a  cada de...